Um estudo recente aponta que as maiores companhias brasileiras trabalham com um nível de maturidade insatisfatório quanto ao uso de infra-estrutura em TI. Na análise dos resultados, especialistas destacaram, por exemplo, que apenas metade das empresas entrevistadas dominam o padrão ITIL e que, em relação à aplicação de recursos, os gastos com a melhoria da infraestrutura existente estão mais generosos do que com as áreas de gestão e inovação.
A pergunta é: será esse tipo de maturidade, apoiada no uso e na evolução de estrutura tecnológica, deve ser a questão mais importante da TI nas empresas? A realidade mostra que não. Sem desconsiderar os que se preocupam em analisar o setor, o fato é que as empresas precisam mais de outro tipo de maturidade, a dos profissionais de TI.
O conhecimento do negócio tem que fazer parte das atribuições daquele que atua nessa área. Se o profissional ou fornecedor de TI não entender bem do negócio da empresa em que trabalha ou do seu cliente, não há metodologia que consiga gerar o resultado que se espera. Da mesma forma, sem saber muito bem o que o negócio espera de TI, não haverá base suficiente para optar pela melhor solução. Uma visão menos abrangente, que ignora a relação direta entre a TI e o andamento dos negócios, acaba gerando dificuldade no momento de definir as ferramentas adequadas para cada caso.
Três questões devem ser tratadas neste momento. Primeiro, quais decisões devem ser tomadas para gestão e uso eficaz de TI. Segundo, quem deve tomar estas decisões. E por fim, como serão monitoradas. Este é o tipo de maturidade que as empresas esperam de seus profissionais e gestores de TI.
Fica claro que o fornecedor deve ter uma equipe com boa formação técnica e qualificação voltada ao entendimento do negócio de seus clientes. Ele não pode prescindir de profissionais observadores, alinhados e comprometidos com o negócio o suficiente para que entendam o que está nas "veias" da empresa em que vão atuar, identificando suas necessidades e prevendo ocorrências futuras, de forma a construir uma relação transparente de confiança e comunicação clara.
Espera-se que o fornecedor ofereça atualização constante, visão de negócio, análise apurada dos prós e contras e também do planejamento geral. Porém, uma forma de perceber o seu real comprometimento é simples: a disposição que demonstra em gastar o tempo necessário junto ao cliente para ser, mais que um mero contratado, um verdadeiro colaborador dos negócios.
Fonte: iMasters
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Momento demanda cuidado aos que querem mudar de emprego
Passado o pior da crise, muita gente começa a tirar da gaveta os planos de trocar de emprego. Mas até que ponto o cenário está de fato propício para mudar? Agora, segundo o gerente da divisão de tecnologia da empresa de recrutamento Michael Page, Ricardo Basaglia, os executivos devem olhar os aspectos financeiro e de carreira no médio e longo prazo para determinar se encararão um processo de mudança, sobretudo diante de um quadro de incertezas. “O mundo é formado por ciclos, nada mais natural que as empresas passem por altos e baixos”, diz ele.
O especialista ainda afirma que as organizações estão revendo projetos, priorizado custos e se preparando para o que está por vir. Como a economia caminha para a recuperação, Basaglia acredita que agora é a oportunidade do profissional fazer as apostas certas e tentar distinguir quais são as empresas que devem ganhar mercado. “É importante avaliar de que forma elas vão se posicionar daqui para frente”, recomenda.
Fazer uma análise clara do que a nova empresa pode oferecer em termos de plano de carreira é fundamental, segundo o consultor. “Na área de TI existe uma série de profissionais que trocam de emprego seduzidos por uma oferta financeira no curto prazo melhor e depois ficam estagnados”, alerta Basaglia. “Vale a pena sair da zona de conforto agora e arriscar, mas com cautela e olhando se os ganhos podem se perpetuar no médio prazo”.
Já para o consultor de gestão e carreira Julio Sergio Cardozo, da Julio Sergio Cardozo & Associados, hoje o mercado vive um dilema: de um lado, executivos considerando novas oportunidades e salários mais altos; de outro, as organizações apostando em cortar custos também por meio da alta oferta de gestores em busca de recolocação. “As companhias continuam com escassez de talentos, mas não querem pagar pelo passe”, analisa.
Além disso, de acordo com o consultor, a tão falada retomada da economia ainda não aconteceu de fato e as perspectivas panorama continuam obscuras. “Minha dica é pé no chão, não acho que esse seja o momento de mudar de emprego”, aconselha Cardozo.
O especialista ainda afirma que as organizações estão revendo projetos, priorizado custos e se preparando para o que está por vir. Como a economia caminha para a recuperação, Basaglia acredita que agora é a oportunidade do profissional fazer as apostas certas e tentar distinguir quais são as empresas que devem ganhar mercado. “É importante avaliar de que forma elas vão se posicionar daqui para frente”, recomenda.
Fazer uma análise clara do que a nova empresa pode oferecer em termos de plano de carreira é fundamental, segundo o consultor. “Na área de TI existe uma série de profissionais que trocam de emprego seduzidos por uma oferta financeira no curto prazo melhor e depois ficam estagnados”, alerta Basaglia. “Vale a pena sair da zona de conforto agora e arriscar, mas com cautela e olhando se os ganhos podem se perpetuar no médio prazo”.
Já para o consultor de gestão e carreira Julio Sergio Cardozo, da Julio Sergio Cardozo & Associados, hoje o mercado vive um dilema: de um lado, executivos considerando novas oportunidades e salários mais altos; de outro, as organizações apostando em cortar custos também por meio da alta oferta de gestores em busca de recolocação. “As companhias continuam com escassez de talentos, mas não querem pagar pelo passe”, analisa.
Além disso, de acordo com o consultor, a tão falada retomada da economia ainda não aconteceu de fato e as perspectivas panorama continuam obscuras. “Minha dica é pé no chão, não acho que esse seja o momento de mudar de emprego”, aconselha Cardozo.
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